terça-feira, 19 de abril de 2016

Enfrentando os gigantes


Achei a Davi, filho de Jessé, homem segundo o Meu coração, que fará toda a Minha vontade. Atos 13:22

Muitos não conseguem entender como, Davi, tendo sido homicida e adúltero, pôde ser um homem “segundo o coração de Deus”. Mas é bom lembrar que “o caráter se revela, não por boas ou más ações ocasionais, mas pela tendência das palavras e atos costumeiros” (Caminho a Cristo, p. 57).
É verdade que Davi tinha fraquezas, como todos nós. Era homem de guerra, sanguinário, e por isso Deus não lhe permitiu construir o Templo (ver 1Cr 22:7, 8). Além disso, condescendeu com pecados sexuais. Se ele vivesse hoje, e fosse membro da igreja, certamente seria removido.

Mas ele também tinha virtudes. E uma delas era a capacidade de arrepender-se. Quando o profeta Natã lhe revelou o duplo pecado que cometera (homicídio e adultério), Davi prontamente reconheceu sua culpa, exclamando: “Pequei contra o Senhor” (2Sm 12:13). E então orou a Deus, pedindo-Lhe: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto” (Sl 51:10, ARC).
Davi também tinha a virtude de confiar em Deus sem reservas. Ao ouvir as bravatas e desafios de Golias, encheu-se de santa ira e dispôs-se a enfrentar o gigante filisteu “em nome do Senhor dos Exércitos” (1Sm 17:45). E quando o rei Saul tentou dissuadi-lo dessa arriscada aventura, dizendo-lhe que ele ainda era moço e inexperiente, ao passo que o filisteu era “homem de guerra desde a sua mocidade” (v. 33), Davi recordou-lhe que, no passado, ele já havia enfrentado um leão e um urso, e o Senhor o havia livrado de ambos. Consequentemente, haveria de livrá-lo também da mão de Golias.

Ao enfrentarmos os desafios de um novo dia, lembremo-nos de como Deus nos protegeu no passado e, com base nesses livramentos, tenhamos confiança de que Ele nos dará também hoje a vitória sobre os gigantes que encontrarmos em nosso caminho.

“Nada temos que recear quanto ao futuro, a menos que esqueçamos a maneira em que o Senhor nos tem guiado, e os ensinos que nos ministrou no passado” (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 162).

 Rubem M. Scheffel

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